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Homenagem Espontânea aos Lobos - BBC 30 de Julho 23.00h

 

Para os Fãs dos Lobos

Homenagem Espontânea para uma merecida comemoração de vitórias do nosso rugby, com a presença da selecção nacional e várias surpresas… 

Local: BBC – Lisboa

Data: 30 de Julho pelas 23.00h 

Aproveitando a conquista pelos ‘Lobos’ há poucos dias do Campeonato Europeu de rugby, na competitiva modalidade de Sevens, e tendo em conta o crescente número de adeptos e praticantes de rugby em Portugal, de norte a sul do país, irá realizar-se no dia 30 de Julho uma simbólica mas expressiva homenagem com muitos adeptos à equipa nacional, que estará presente no BBC em Lisboa. Os Lobos estão muito motivados para esta celebração e vão fazer representar-se em peso no evento, sendo que irão ser sorteadas bolas autografadas, camisolas dos jogadores e serão distribuídos vários brindes de sponsors que se associaram a esta comemoração. O ambiente e a massa humana serão compostos por entusiastas da modalidade, imprensa, antigos e actuais praticantes de rugby e ainda apreciadores do talento desportivo nacional.Dizer de viva voz OBRIGADO à selecção de rugby e aos Lobos é uma ocasião a não perder!

NÃO É NECESSÁRIO CONVITE PARA COMEMORAR COM OS TALENTOS DO RUGBY…!

Os Três Valores Fundamentais de Jack Welch

(artigo escrito para o Suplemento de Economia - Público  18 de Julho 2008

Jack Welch é considerado por muitos como o melhor gestor de todos os tempos, e é seguramente uma marca. Com 20 anos de percurso à frente da General Electric, construiu uma reputação memorável no meio empresarial mundial como gestor temperamental e com total foco na geração de valor para os accionistas, sabendo utilizar metodologias de personal branding para gerir o seu potencial de marca e a dos colaboradores mais próximos. Ainda hoje, com Jeff Immelt à frente da empresa, Jack não se acanha quando é hora de criticar emocionalmente o rumo que a sua empresa de sempre leva… O seu trabalho a gerir pessoas passou em muito por aplicar a todos os três C´s base de uma marca pessoal: sermos propostas claras de diferenciação, sermos consistentes na mensagem que transmitimos e sermos constantes na promessa de valor que entregamos.

Como ele próprio conta com vários casos na sua autobiografia “Jack – Straight from the Gut”, no caso de não entregarmos a nossa promessa de valor… os ânimos são capazes de se exaltar! Jack Welch sempre foi um líder temperamental e emocional, ajustado ao seu tempo, mas as emoções nunca lhe bloquearam a visão analítica e racional do que importa trabalhar nas pessoas e nos talentos.

Quais os C´s que Jack Welch procurava nas suas pessoas? Vamos ver abaixo com alguns exemplos nacionais:

1. Clareza. Deve ser perceptível o que é o nosso talento pessoal – e também o que não é nem nunca vai ser. Exemplos podem ser a estilista Fátima Lopes no mundo da moda ou o treinador Tomaz Morais no desporto, em particular no râguebi. Ambos os talentos querem afirmar-se como a referência principal nos respectivos domínios. Têm um propósito claro e inequívoco. Fátima Lopes têm uma missão clara e distintiva na sua carreira profissional: ser o símbolo e a referência principal da moda em Portugal, projectando o que se faz cá dentro para todo o mundo. E ninguém tem dúvida da sua determinação em conseguir alcançar os seus objectivos.

2. Consistência. A promessa de valor de cada talento é sólida e coerente, pessoal e profissionalmente, com as mensagens enviadas, quer se trate de clientes, amigos ou colaboradores. Essa consistência é a prova de fogo da marca pessoal ao longo do tempo, mesmo em condições adversas. Um exemplo do mundo do futebol pode ser o conhecido Luis Figo, que tem actuado sempre ao mais alto nível nos clubes onde tem passado. Algumas organizações dão-lhe mesmo um lugar de destaque no mundo empresarial quando este decidir terminar a sua carreira de desportista. A sua marca pessoal arrasta milhares de pessoas e, certamente, muitos milhões de euros.

3. Constância. Os valores associados ao talento pessoal raramente mudam e estão sempre acessíveis e visíveis. Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome em Portugal, tem sido uma pessoa de referência na organização de organizações sem fins lucrativos no nosso país. A sua força e a sua capacidade de organização, articulada através dos milhares de voluntários que se associam a causas nobres, e a sua constante presença nos meios de comunicação e nas “ruas” fazem dela um exemplo de estabilidade e constância. A marca pessoal Isabel Jonet significa disponibilidade e dedicação organizada e profissionalismo ao serviço de causas nobres.

Termino com uma referência ao nível de outros três C´s que certamente fariam as delícias do Sr. Jack Welch. Refiro-me aos nossos talentos do rugby português, em particular ao Capitão Vasco Uva e mais recentemente à selecção de Sevens, que se sagrou há dias campeã europeia da modalidade sem que quase se desse por isso. Para eles estão reservados outros três C´s : Coragem, Capacidade e Campeões… os nossos talentos merecem mais atenção e visibilidade porque o que é bom merece ser celebrado!

TALENT BREAKFAST - HAYS EXECUTIVE

(retirado de RH Online http://www.rhonline.pt/Notícias/tabid/76/xmmid/443/xmid/7352/xmview/2/Default.aspx)

É já no próximo dia 26, quinta-feira, que se realiza a terceira edição do «Talent Breakfast», da Hays Executive. Decorrerá no Hotel Marriott, em Lisboa, entre as 8h15 e as 10h00, e contará com a presença de quadros de algumas das maiores empresas nacionais. O objectivo é «dar a conhecer as melhores práticas e partilhar ‘know-how’ do melhor que se faz em matéria de recursos humanos em Portugal», refere-se em comunicado.

Na ocasião, R. Miguel Coelho, ‘chief executive officer’ (CEO) e fundador da empresa PersonalBrands Portugal, apresentará a sua visão sobre «a importância do desenvolvimento da marca pessoal na gestão da carreira». Este executivo é licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, tendo frequentado o Programa MBA da Rotterdam School of Management (Holanda). Distinguiu-se como melhor aluno nas pós-graduações em Marketing de Serviços do Instituto Superior de Gestão (ISG) e foi posteriormente convidado para professor de Marketing na instituição. Fundou a Personal Brands Portugal, desenvolvendo aí consultoria ao nível de estratégias de ‘marketing’ para empresas de serviços e de alinhamento de marcas, para além de acompanhar executivos e directores de empresas, individualmente ou por equipa, na avaliação e no desenvolvimento dos respectivos trajectos.

A Hays Executive é uma marca com presença a nível mundial, recrutando quadros de alto nível para o sector público e o sector privado. Com uma rede de mais de duas dezenas de escritórios próprios implantados nas maiores cidades do mundo, desenvolve um trabalho de ‘executive search’ respondendo às necessidades de líderes que lhes confiam as suas carreiras e de empresas de sectores como, seguindo a terminologia que usa, Banking, Financial Market, Commercial & Services e Industry.

READY TO GO GREEN?…

CAN WE GO GREEN - JORNAL PÚBLICO JUN 08 (donwload)

O maior desafio actual da humanidade

Regressei há uns dias da Finlândia onde estive reunido com mais de 2.000 jovens líderes e empreendedores de várias delegações mundiais, representando mais de 50 países, e constatei que se existiu um elemento agregador nas preocupações e motivações de todos os países representados esse elemento é a enorme necessidade de responsabilidade pessoal e corporativa para com as comunidades onde se inserem… e de maneira especial para com o ambiente! Até aqui nada de novo face ao que vamos acompanhando na sociedade portuguesa… e ainda bem. 

O problema é a dimensão do desafio!…O que me deixou totalmente alarmado pelos novos elementos a que tive acesso foi a constatação do gigantesco esforço que as jovens gerações, onde me incluo, têm pela frente para reconverterem radicalmente o actual modelo de desenvolvimento, que dá sinais de enorme fragilidade. A insustentabilidade ambiental e energética é a maior ameaça à nossa civilização e ao equilíbrio das nações, não só pela urgência das respostas a dar mas também pelo colossal movimento de união que vai ser necessário para reequilibrar o nosso velhinho planeta de 4,6 biliões de anos. Só para terem uma ideia do que estamos a falar a Agência Internacional para a Energia, através do seu director Nobuo Tanaka, anunciou que os últimos estudos da comunidade científica e de especialistas em energia aponta para a necessidade de um investimento global na ordem dos 45 triliões de dólares a realizar nos próximos 50 anos para evitar problemas muito graves de escassez de energia e de aquecimento global, que terão consequência devastadoras através das alterações climáticas… 45 triliões de dólares… é um valor alarmante e ninguém sabe imaginar exactamente de onde virá.

Sabe o que representa este valor? Eu digo: são três vezes o PIB dos Estados Unidos da América, segundo dados do FMI referentes a 2007, que é só a maior economia do planeta. É o equivalente, por exemplo, a 200 vezes o valor anual gerado pela economia portuguesa. Ou seja, era como se tudo o que a sociedade portuguesa produzisse até ao ano 2.208 fosse entregue direitinha nas mãos de todos os governos mundiais para se corrigir os actuais problemas do ambiente e da energia… 

A avaliar pela experiência do Tratado de Quioto, que não produziu efeitos mobilizadores, e observando a militante e tacanha recusa da actual administração dos EUA em se envolver de forma decisiva neste combate civilizacional qualquer um pode concluir que estamos em maus lençóis… literalmente. Os países que têm sistemas de valorização das emissões de carbono dão sem dúvida um grande sinal ao mercado mas não conseguem ainda gerar mais do que 100 biliões de dólares em termos anuais… uma pequena fracção do que é necessário.  

Reconheço-me como alguém que enfrenta os desafios e os projectos com enorme energia e entusiasmo mas sinto-me, depois desta análise, como um surfista que se faz a uma onda de 2,5 metros, confiante nas suas capacidades, e de repente se vê confrontado com um gigante Tsunami…  Agir já com noção de urgência e de responsabilidade é um imperativo. Atrevo-me a dizer, pegando na expressão “Choque Tecnológico” do Governo Português, que o que é verdadeiramente necessário para os próximos anos a nível mundial – mas a começar hoje… - é um Choque Ambiental e um Choque Energético. Para que não tenhamos que enfrentar um terrível Choque Humanitário e um brutal Choque de Civilizações… 

Uma palavra para fechar com sinais encorajadores vindos de Portugal: O Centro de Congressos do Estoril www.estorilcongresscenter.com será em 2008 reconhecido como o primeiro Centro de Congressos Verde da Europa, através da Green Globe. Parabéns ao Pedro Rocha dos Santos pela sua visão estratégica. Que os portugueses possam ajudar a levar uma nova “Via Verde” à Europa…

YAHOO: BACK TO BASICS

(artigo de opinião no Jornal Público de 9 de Maio 2008) 

Steve Ballmer, o mítico e fervoroso chefe operacional da Microsoft, deve ter ficado num estado muito pouco recomendável quando há poucos dias viu saírem frustrados os seus planos para fazer a aquisição, por uma soma muito considerável de 49,6 mil milhões de dólares, de uma importante posição no mundo digital e da publicidade online chamada Yahoo. 

Era uma conquista há muito ambicionada pela Microsoft que lhe permitiria aproximar-se do líder Google na área do marketing digital. As verbas eram de facto muito elevadas mas a administração da Yahoo recusou sucessivamente a oferta milionária o que deve ter feito Ballmer espumar de raiva por terem falhado os seus planos, devendo agora partir para um plano de contingência. O líder da Microsoft é um homem de emoções fortes “muito audíveis ao fundo do corredor” e imagino que estes não sejam tempos fáceis para quem trabalha directamente com ele… é bem conhecido pelo seu mau génio quando falham os seus planos (que em nada lhe retira os méritos sólidos de um dos melhores gestores operacionais do mundo…). 

Conhecendo o empenho com que os gestores da Microsoft se dedicaram durante mais de um ano à preparação desta ofensiva, e face à volatilidade a que assistimos hoje nos mercados, apenas uma razão muito forte e interna da Yahoo pode ter estado na origem desta recusa, neste caso a razão de uma recuperação da confiança e de restabelecimento da performance financeira. E essa razão chama-se Jerry Yang, o mítico fundador da Yahoo que em 18 de Junho de 2007 voltou a assumir, após a saída do gestor principal Terry Semel que tinha ocupado o lugar durante seis anos, as rédeas do negócio.

  Tal como Michael Dell e Steve Jobs, Jerry Yang regressou à empresa após períodos conturbados onde era preciso agarrar com empenho nos fundamentos que tinham levado neste caso a Yahoo a destacar-se como pioneira no seu sector. E provavelmente Steve Ballmer e as suas tropas nunca pensaram que ele fosse capaz de fazer um tão bom trabalho. 

Uma coisa é fundar um negócio, dar-lhe um cunho estratégico e fundar a sua marca e outra coisa completamente diferente é gerir, neste caso sem o co-fundador David Filo, as complexidades de uma gigante organizacional que empregava em 2007 mais de 11.000 pessoas… Wall Street acreditava na altura que a estratégia Jerry Yang seria meramente transitória e que poderia mesmo perspectivar a preparação “pacífica” de um buyout. Michael Dell e Steve Jobs fizeram um espectacular regresso mas ambos, e ao contrário de Jerry Yang, já conheciam muito bem a casa e tinham sido CEO´s durante bastante tempo, e por isso sabiam com o que contavam. Não Jerry Yang, foi “apenas” o fundador… 

Esta grande vitória de Yang e da Yahoo faz renascer um player importante que muitos julgavam ir perder-se na voragem das fusões e aquisições. Para grande satisfação de Seth Godin, que foi em 1998 Chief Marketeer da Yahoo, podem tirar-se algumas ideias desta história chamada Jerry Yang que vamos continuar a acompanhar: 

1. Em alturas de grande pressão para a mudança a solução de ter um homem da casa à frente dos destinos da organização pode ser um trunfo importante. Poupa tempo de adaptação e proporciona um sentimento de pertença e de identificação vitais para restituir moral e sentido de grupo. 

2. Uma recuperação sólida e de longo prazo pode ser necessária fazer-se sem olhar excessivamente para Wall Street, que pensa essencialmente de forma trimestral… 

3. Um plano credível e muito sólido para os primeiros 100 dias são um teste vital que é, em boa parte, responsável por ter os colaboradores alinhados e prontos para os duros combates de mercado.  

Steve Ballmer está agora a tentar comprar a AOL… ainda não consta que Jerry Yang esteja a olhar para esse lado mas é melhor a Microsoft andar depressa.

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